Pikachu voltou à cena com o novo game da Nintendo para smartphone, Pokémon Go, e já se tornou febre mundo afora. Porém, ele não é bem-vindo em todos os lugares. O Conselho de Estudos Religiosos da Arábia Saudita manteve a decisão tomada em 2001, quando Pokémon surgiu nos jogos de carta, de censurá-lo no seu território. A decisão dos estudiosos fundamentou-se em aspectos “malignos” presentes no game.

Segundo eles, o game é visto como um jogo de azar, que por si só é proibido no território saudita. Além disso, o game encoraja a crença na teoria da evolução das espécies de Darwin. A fatwa (decisão fundamentada na Sharia, a lei slâmica) diz que os símbolos usados no jogo promovem a religião xintoísta do Japão, o cristianismo, a maçonaria e o “sionismo global”.

Sobre o sionismo global aponta-se o seguinte trecho: “Os símbolos e logotipos destas religiões e organizações [incluindo a estrela de seis pontas], aparecem no jogo de cartas… Eles estão associados com o judaísmo, o logotipo é símbolo do Estado de Israel, também, são símbolos de organizações ligadas a maçonaria no mundo”.

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Saudita joga Pokemon Go em Riyadh, capital da Arábia Saudita. Foto: AFP PHOTO / STRINGER.

Segundo a Al-Jazeera, o Egito também não é a favor do Pokémon Go. Um membro do comitê de Segurança Nacional do Egito disse à  Al-Jazeera que “Pokémon Go é a mais recente ferramenta usada por agências de espionagem na guerra de informações, um aplicativo desprezível e astuto que tenta se infiltrar em nossas comunidades de maneira inocente sob o pretexto de entretenimento. Mas tudo o que eles realmente querem é espionar pessoas e o Estado”.

Enquanto isso, em Israel, Pokémon estão brotando de todos os lados, e já apareceram tanto no gabinete do presidente Reuven Rivlin…

Poke

… como nas asas da IDF.

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