Grande parcela da população israelense diverge da política estadista de Benjamin Netanyahu, porém quando o assunto é a Organização das Nação Unidas, fica praticamente impossível discordar do primeiro ministro israelense.

O silêncio de Netanyahu, assista aqui o vídeo, em seu discurso na ONU, representa o sentimento que muitos de nós, Israelenses, possuímos em relação a esta organização, pois as vozes que de lá escutamos, ou são contra o Estado de Israel, ou a favor de decisões absurdas.

Decisões como o recente apontamento da Arábia Saudita na liderança do Conselho de Direitos Humanos da casa. País que aceita e estimula o decapitamento de mulheres em praça pública, sem qualquer julgamento, sob a mera suspeita de traição ou crimes acusados por seus maridos.

A triste história de Ali Mohammed al-Nimir, condenado a pena de morte e crucificação por participar de protestos antigoverno saudita quando tinha somente 17 anos, é somente uma em meio a milhares outras que reforçam o quão inaceitáveis são as decisões desta organização.

Já é de antigo conhecimento que Estados árabes utilizam a Assembléia Geral da ONU como um fórum para isolar Israel, no que eles acreditam,

ou pelo menos assim justificam, em defesa do povo palestino. Notoriamente, estes mesmos países falharam por diversas vezes em defender as vítimas do massacre causado pelo Estado Islâmico na Síria e Iraque. 

Não fosse clara, porém óbvia, agenda anti-israel dos países árabes membros, o que mais nos preocupa é a adesão e suporte de países emergentes, como o Brasil, que sem qualquer conhecimento geopolítico e histórico do Oriente Médio, fornecem peso e dão corpo as essas decisões por motivos políticos e econômicos.

Netanyahu expressa sua revolta pois sabe que sua voz não é escutada. Ele sabe que se o Irã decidir romper o acordo com os Estados Unidos, não faltará vontade em lançar ataque nuclear em Tel Aviv. Ele sabe que Obama logo deixará a Casa Branca e que as chances de uma escalada nas tensões do Oriente Médio são reais.

Portanto, Netanyahu, seu silêncio vale mais que mil palavras.