Que fique claro: O atos cometidos ontem em Israel são atos terroristas. Os perpetuadores podem ser terroristas de passagem, podem não ter premeditado ou planejado o ato, porém o ato de terrorismo existiu. A definição mais comum e usada pelos acadêmicos e especialistas é: Qualquer ação violenta deliberada e intencionada contra civis para atingir objetivos religiosos, ideológicos ou políticos.

Não somos perfeitos, ninguém é. Não somos ingênuos e não somos assassinos. Em primeiro lugar, antes de mais nada devemos nos curvar as vitimas. Seria uma hipocrisia acreditarmos que Israel é perfeito, pois mesmo que Moacyr Scliar tenha dito outrora, ” a realidade não é perfeita, mas é muito melhor a realidade, ainda que imperfeita, do que a mais perfeita das lendas”, ontem tivemos duas provas de que não somos diferentes de nenhum outro país, porém queremos e gostamos de saber que somos, de fato, diferentes.

Quando falamos em alto e bom som, que os árabes de Israel detém de liberdade e igualdade dentro de Israel mais do que em qualquer outro país do oriente médio, acreditamos nisso e temos orgulho. Porém eu não almejo para nós uma comparação com o Iêmen, Síria ou Iraque. Eu almejo e desejo que tenhamos folego para nos comprarmos a Noruega, Suécia e Dinamarca. Somos um povo que busca a excelência, temos que busca-la em todos os aspectos, inclusive e principalmente no nível social.

Temos que nos orgulhar de quem somos, de que ontem todos os oficiais possíveis do Estado de Israel, entre Generais do Exercito, Policiais e Políticos condenaram com a mais forte mensagem os dois ataques. Não precisa nos orgulhar do fato de que caso o crime tivesse ocorrido ao inverso, não existiria o mesmo nível de condenação do outro lado. Temos que saber quem somos e por um momento refletir: O que viemos fazer aqui, na nossa terra? Como estamos evoluindo para fazermos uma sociedade, entre nós, mais perfeita? Quais mecanismos usaremos após ontem para evitar a próxima vitima?

Existem pessoas que dizem que isso acontece em qualquer país e em qualquer sociedade. Corretíssimo. Porém, eu não me considero um país qualquer. Me considero o maior milagre do século 20. Uma potência em tecnologia e ciência, um centro de cura de doenças, de remédios inovadores. Somos diferentes, não somos piores nem melhores porém diferentes. Entre nós, sejamos sinceros: Esperamos de nós mesmos muito mais. Terrorismo não está na nossa cultura, intolerância não está na nossa educação, racismo não está na nossa ética. Esperamos de nós mesmos, como um povo nacional, algo grandioso, único e maravilhosos.

Que os covardes que cometeram os atos de ontem sejam presos, julgados e condenados. Mostremos ao mundo que tratamos israelenses e palestinos terroristas da mesma maneira, condenando-os por igual. E mostremos a nós mesmos que acreditamos realmente no que estamos mostrando ao mundo. Acreditemos em nós pois caso contrario, ninguém mais acreditará.