Um terrorista palestino assassinou, brutalmente, uma garotinha de 13 anos, Hallel Yaffe Ariel, enquanto ela ainda dormia nesta manhã de quinta. Este terrível episódio aconteceu em Kiryat Arba, um assentamento na Cisjordânia. A menina não resistiu e faleceu no centro médico Shaare Zedek.

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Há pouco tempo, na mesma região, ocorreram outros dois casos de ataques palestinos: o primeiro, quando uma mulher, Dafna Meir, foi morta a facadas na porta de sua casa em Otniel. E o segundo, em Tekoa, quando uma gestante foi agredida, porém sobreviveu ao ataque.

Enquanto noticiários internacionais não tardam em propagandear a brutalidade israelense na Cisjordânia – sim, ela existe – ou propagar inverdades sobre o trato israelense aos palestinos, como as costumeiras calúnias feitas por Abu Mazen, o mesmo não acontece quando um palestino comete um crime bárbaro como este.

Por quê?

Porque existe uma tese de resistência que fornece respaldo às atividades palestinas, mesmo que essas sejam violentas, pelo fato de Israel ocupar regiões da Cisjordânia. A tese julga que o povo palestino  vive em situação de apartheid (veja aqui meu artigo) e qualquer movimento, mesmo que brutal e repugnante como o de tirar a vida de inocentes, legitima-se em função da resistência contra seu opressor: Israel.

Oras, por que esta resistência, se ela realmente existe, não aparece sob outras formas? Porque ela precisa se materializer na ponta de uma faca, em uma bomba escondida no ônibus ou em fuzis automáticos que não discriminam, crianças, mulheres ou velhos?

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Paramédicos tentam salvar, em vão, a vida de Hallel Yaffa Ariel, 13 anos. Crédito: Yonatan Sindel/Flash90

Malala Yousafzai , que recebeu o merecidíssimo prêmio Nobel da Paz pela luta pelo direito das crianças e mulheres à educação, defendia seus ideais em pleno Afeganistão sob controle do Talibã – uma das milícias islâmicas mais extremistas que já existiu. Na época, ela foi fuzilada por soldados talibãs e sobreviveu por um milagre. Malala deixa o exemplo de que manifestações de resistência não precisam ser violentas, pelo contrário; acreditar em um ideal e lutar por ele, através de vias pacíficas e arriscando a própria vida como ela fez, tem um impacto maior que convence a todos: não há espaço para outras interpretações.

O que este palestino fez, e outros que decidiram matar em nome de qualquer que seja causa, possui um só nome: terrorismo. Qualquer outro argumento, como a tese da resistência, é hipocrisia israelofóbica daqueles que tentam, a todo custo, minimizar um ato bárbaro e mostra que, quando trata-se de Israel, a vida de uma garotinha vale menos. Basta!