Em sua última visita a Israel, em Junho de 2014, Theresa May foi no memorial do Holocausto Yad Vashem em Jerusalém, onde colocou uma coroa de flores em memória dos que morreram “no mais terrível crime da história”. Posteriormente, disse à  imprensa que na visita ela realizou “o prazer de ver em primeira mão a parceria florescente entre o Reino Unido e Israel”. Lamentou a morte dos três adolescentes israelenses, assassinados pelo Hamas na Cisjordânia, no que culminaria no último conflito, e saudou os soldados israelenses que perderam suas vidas defendendo Israel em tempos de guerra e contra o terrorismo.

Essas não foram as únicas expressões de amor para com a terra santa.

Alguns dias após o ataque terrorista à revista  Charlie Hebdo, May foi flagrada com um cartaz  escrito “Je Suis Juif”. Ela discursou, em outra ocasião, sobre a importância dos Judeus para a Grã-Bretanha e, ainda impediu o comediante francês, Dieudonneé, conhecido por seu antissemitismo, de entrar no Reino Unido. Recentemente, durante um evento do movimento juvenil Bnei Akiva na celebração do dia da Independência de Israel, May lamentou “o fato de que os Judeus tiveram que se proteger durante inúmeras tentativas de aniquilação através da história”.

“Ninguém deve viver com medo por causa de suas crenças… muitos judeus neste país [Reino Unido] estão se sentindo vulneráveis e amedontrados … Eu nunca pensei que veria o dia em que os membros da comunidade judaica no Reino Unido diriam que eles estão com medo de permanecerem aqui no nosso país… Nós apreciamos sua enorme contribuição… Sem os Judeus, o Reino Unido não seria o Reino Unido”. – Theresa May.

May

Rainha Elizabeth II confirma Theresa May como nova primeira-ministra do Reino Unido no Palácio de Buckingham. Foto: AFP/ POOL / Dominic Lipinski.

Ao que tudo indica, assim como sua predecessora e até então, única mulher a assumir o mais alto posto do executivo britânico, Margaret Thatcher, May será uma firme defensora de Israel, da comunidade judaica, da coexistência, do respeito à diversidade e acima de tudo, da segurança.

Thatcher, que nomeou vários membros de origem judaica para  seu gabinete, criticou políticas britânicas que ameaçassem a segurança de Israel e defendeu a saída dos Judeus da União Soviética; governou o Reino Unido como uma “dama de ferro” por anos a fio. Ela, sem dúvida alguma, servirá de inspiração para que May possa traçar semelhante caminho como primeira-ministra da maior potência militar e econômica da Europa.

O Reino Unido não nos decepcionou com Margareth Thatcher, e ao que parece, tampouco nos decepcionará com Theresa May.