#FreeGaza… from Hamas!

Um bombeiro israelense caminha ao lado de carros atingidos por um foguete disparado da Faixa de Gaza, na cidade israelense de Ashkelon, no sul de 11 de maio de 2021. (AP Photo / Ariel Schalit)

Veja que situação tão complicada para ambos os povos.

Os palestinos reféns de mais uma conflito em Gaza, com misseis sendo lançados de suas varandas, telhados, pracinhas.

Israelenses sendo atacados indiscriminadamente, sem sossego, centenas de mísseis por hora e só escapando por conta da defesa dos misseis antimíssil “Iron Dome“, sem isto seria uma carnificina de civis em Israel, judeus e árabes!

Para se ter uma ideia, um único lapso, um míssil que passou quando o Iron Dome sofreu uma pane momentânea, foi o que matou uma senhora e sua cuidadora.  

A casa de Ashkelon devastada em que uma mulher foi morta por foguetes de Gaza, 11 de maio de 2021 (captura de tela do Canal 12)

Hamas et caterva fazem seus lançamentos e estocam seus misseis e morteiros em escolas, hospitais, residenciais, mesquitas… já vimos isto antes:

Notícia de 22 de Julho de 2014, durante o ultimo grande conflito com o Hamas. “UNRWA condena colocação de foguetes, pela segunda vez, em uma de suas escolas.”

Tendo o dever de proteger sua população Israel precisa eliminar a fonte dos ataques palestinos, ou seja os lançadores de misseis e morteiros. Infelizmente por estarem colocados (propositadamente) no meio das cidades, as respostas por vezes atingem quem não deveria, matam civis pegos no fogo cruzado, é uma consternação, de fato toda vida perdida é uma lástima.

Ainda assim há uma enorme diferença moral, enquanto o Hamas ataca com o declarado objetivo de acertar o maior numero de civis possível, Israel se defende com a maior precisão possível, usando enormes recursos financeiros, táticos, de inteligência, tecnológicos justamente para tentar evitar qualquer dano colateral.

Chegam ao ponto de mandar mensagens SMS e até chamadas telefônicas para avisar residentes de Gaza para se refugiarem em local seguro, enviam bombas tipo “knock on the roof”, que fazem um barulho enorme quando batem no teto mas não causam danos, tudo para que as pessoas (inclusive terroristas infiltrados na população civil) possam ter tempo de se refugiar longe do prédio que será atingido.

A foto é de um vídeo divulgado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) e mostra dois métodos para alertar os civis palestinos sobre um ataque aéreo iminente. A primeira parte do vídeo apresenta uma gravação de áudio de uma ligação feita por um representante do IDF a um cidadão palestino, avisando-o de que ele deve deixar o prédio em que está prestes a ser atacado. A segunda parte mostra os militares israelenses disparando um pequeno “míssil de advertência” em um prédio na Palestina projetado para alertar os ocupantes de que o prédio será destruído em breve. (Forças de Defesa de Israel) http://wapo.st/1n2lvOe

Pergunto qual exercito no mundo faz isto? Qual entrega seu alvo para o inimigo antes do ataque? Qual faz o impossível para proteger a população civil do território inimigo, mesmo que o governo inimigo faça justo o contrario, fazendo o impossível para atingir a população civil Israelense, diga-se de passagem judeus e árabes! Qual?

Então não caiam na falácia da “resposta desproporcional”, não aceitem quando falam da diferença de mortos em cada lado tentando fazer qualquer tipo de equivalência moral, mesmo porque, como comprovado em conflitos anteriores, a maioria dos mortos do lado palestino é de militantes de grupos extremistas.

Lembre-se que se não houvesse o vultuoso investimento que Israel faz para proteger toda sua população, de escolas rabínicas a aldeias árabes, com abrigos antiaéreos, com sistema de monitoramento e alarmes, com o Iron Dome, o número de mortos israelenses seria bem maior que o de palestinos em Gaza, é isto que pedem como equivalência? Mais israelenses mortos para acalmar sua sana pela tal proporcionalidade?

Enquanto as mortes de civis são comemoradas pelos grupos radicais em Gaza, em Israel estas são lamentadas, analisadas e investigadas.

Mas certamente se o Hamas deixasse de investir a fortuna que gasta (com dinheiro de doações de todo mundo) em armas, túneis, balões incendiários e mísseis, e gastasse em escolas, hospitais, saneamento e lazer, a vida dos palestinos seriam imensamente melhor e não haveria guerra!

Free Gaza, from Hamas!

About the Author
Ariel é administrador de empresas formado em Comercio Exterior no Mackenzie, tem um MBA em Marketing na ESPM e Curso de Especialização em Liderança Empresarial e Comunitária na Instituição de ensino superior e pesquisa Insper e no Instituto Rutenbergem em Haifa - Israel. É palestrante ativo com apresentações em escolas, sinagogas, centros comunitários, igrejas, clubes, etc, com 25 anos de voluntariado comunitário como monitor, instrutor, dirigente e diretor de instituições. Há mais de 22 anos é um estudioso e entusiasta da historia, política, diplomacia e geografia no mundo mas principalmente do Oriente Médio. Morou em Israel e já retornou mais de uma dúzia de vezes para lá e para outros países da região (Egito, Territórios Palestinos ..). Em várias oportunidades teve contatos, encontros, discussões com diversas autoridades, formadores de opinião e jornalistas, em Israel, EUA e Brasil. Escreve artigos publicados em diversas mídias, como a Revista Shalom, Blog do Jornal Times of Israel, Tribuna Judaica e Portais como Pletz, WebJudaica, sites, etc ... Membro do SC (Steering Committee) do JDC (Jewish Diplomatic Corps) braço diplomático do WJC (World Jewish Congress) guarda-chuva de mais de 100 comunidades em todo mundo, Diretor na JJO (Juventude Judaica Organizada), membro do Conselho do Fundo Comunitário Jovem e membro do Conselho da Hebraica.
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