Israel e o Mito do Apartheid

Quem acompanha notícias sobre Israel, nos principais veículos de imprensa, é comumente informado de que este é um país onde há apartheid. Jornalistas e comentaristas não poupam argumentos em apontar o apartheid israelense como causa principal do conflito israelo-palestino, e por consequência, minimizam a brutalidade dos ataques terroristas à população civil israelense.

Sarona
Ataque no mercado de Sarona, em Tel Aviv, deixou quatro israelenses mortos e diversos feridos. Foi esquecido pela imprensa ou divulgado com chamadas incorretas, como “tiroreito” ou até mesmo atribuído à “judeus ortodoxos” o feito palestino. Foto: Mirial Alster/Flash90, TOI, Tel Aviv, 08/06/2016.

 

O motivo? Jornalistas, comentaristas e editores mundo afora ou defendem uma agenda anti-Israel, ditos israelofóbicos por natureza, ou são ignorantes em geopolítica que difundem uma idéia totalmente equivocada do país.

Entretanto, quem vive em Israel sabe que isso não é verdade.

Milhões de árabes israelenses, refugiados africanos, refugiados árabes cristãos, homossexuais de países árabes vizinhos, minorias religosas, povos e etnias de todos os rincões do mundo, convivem pacificamente com seus direitos e liberdades garantidos por Lei. Eles fazem de Israel um país diverso, culturalmente rico e simplesmente magnífico.

Este artigo pretende desmitificar este rótulo preconceituoso, expondo as liberdades que fazem de Israel o país modelo de aceitação das diferenças étnico-raciais, políticas e religiosas. Vale evidenciar, que tamanha liberdade de expressão é notória no Oriente Médio, onde regimes teocráticos e totalitários oprimem as liberdades individuais de seus cidadãos.

Liberdade Religiosa

Israel respeita a liberdade do culto religioso. Milhões de muçulmanos, judeus, cristãos e outras minorias religiosas, pregam e seguem suas respectivas religiões sem problema algum em Israel. Na cidade antiga de Jerusalém, os quarteirões armênio, judaico, muçulmano e cristão, são exemplo de que cada qual possui seu espaço religioso preservado e assegurado pelo estado de Israel. Não precisa ir muito distante para encontrar em Israel, em um mesmo bairro, uma igreja, uma mesquita e uma sinagoga. A cidades de Haifa, Jerusalém e Tel Aviv-Yaffo são referências na absorção dos mais diversos grupos religiosos.

Liberdade Sexual

Há alguns dias ocorreu a Parada Gay de Israel, em Tel Aviv, trazendo milhares de pessoas para celebrar o orgulho gay. Israel foi o único país a abrigar una parada gay no Oriente Médio. É um dos poucos na aceitação de homosexuais na sociedade, diferente de países vizinhos, como Irã e Árabia Saudita, entre outros, onde ser homossexual é considerado crime ou tratado como tal. Muitos árabes homossexuais buscam asilo em Israel para desfrutarem de uma vida normal.

TVM
Prefeitura de Tel Aviv homenageia as vítimas do massacre de Orlando. Fonte: Twitter, 12/06/2016.

 

Liberdade Política

Nas últimas eleições, a Liga Árabe, coligação de partidos árabes, conseguiu 13 cadeiras no parlamento israelense e foi a terceira coligação a conquistar mais votos no pleito. Os árabes também possuem representação na suprema côrte do país. Em Israel, o direito dos árabes ao voto foi garantido já nos primeiros meses após a declaração de independência em 1948.

Liberdade Econômica

Árabes israelenses ocupam as mais diversas posições profissionais na vibrante economia de Israel. Pólos tecnológicos espalhados pelo país, possuem engenheiros árabes graduados nas melhores institutições educacionais, como Technion, Universidade de Haifa, Universidade de Tel Aviv e Universidade Hebraica em Jerusalém. Além disso, é comum observar a ascensão profissional árabe nas mais diversas posições de liderança na economia israelense, como a recente nomeação do árabe israelense, prof. Michael (Mousa) Karayanni, como reitor da faculdade de direito da universidade hebraica em Jerusalém.

Liberdade de Imprensa

Ativistas e jornalistas pró-Palestina, escrevem seus artigos de hotéis e cafés em Tel Aviv, sem sequer pisar em Gaza. Críticos do governo de direita de Bibi Netanyahu, não economizam palavras para esbravejar contra as injustiças por eles observadas. Jornalistas da esquerda israelense, possuem livre acesso aos meios de comunicações para expôr seus argumentos contra o atual Governo. Tamanha ousadia, ainda mais vinda de dentro do país, não seria tolerável em nenhum outro país vizinho, onde criticar o governo é considerado crime ou tratado como tal.

A Questão Palestina

Evidentemente que, peça central do argumento pró-apartheid, é a questão palestina. Porém, na Africa do Sul de Mandela, o apartheid era imposto tanto pelo Governo, de minoria branca, como através de Leis e ações populares que privavam os direitos individuais da população negra, e isto é totalmente diferente do conflito territorial entre Israel e Palestina. Observe que, tanto na Cisjordânia como em Gaza, os palestinos possuem representação política, pela OLP e Hamas respectivamente, e suas liberdades são condicionadas à aceitação das tradições locais. A separação destas populações árabes se fez por questões históricas, como a saída de Israel de milhares de árabes no final da década de quarenta, motivados pelo argumento de líderes de países árabes vizinhos, que não aceitaram a partilha da Palestina e declararam guerra contra Israel. A idéia era aniquilar os Judeus em Israel e, após a esperada vitória árabe, retornar os refugiados árabes palestinos à região. Idéia que provou-se incorreta, pois, inesperadamente, Israel ganharia a guerra de independência. Os milhares de árabes palestinos que decidiram ficar no país, tiveram seus direitos assegurados e, desde então, foram assimilados a Israel, diferentemente dos árabes palestinos que não foram completamente aceitos por países árabes vizinhos, como Líbano, Síria, Jordânia e Egíto, sendo que os dois últimos, preferiram conceder porções de seu território aos refugiados árabes palestinos a assimilá-los aos seus respectivos países. Portanto, o argumento do apartheid é, neste contexto, também, equivocado para Israel, porém, questionável em relação aos países vizinhos.

Portanto, quando um israelofóbico declarar que Israel é o país do apartheid, levante sua voz e exponha os argumentos apresentados neste artigo, ou em outras palavras, que as liberdades inviduais em Israel são asseguradas à todos por Lei. Na prática, o livre exercicío das liberdades individuais tornam Israel país exemplo de aceitação e respeito às escolhas dos indivíduos.

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Cena cotidiana no transporte público de Jerusalém. Fonte: Stand With Us. Foto: Chava Landau, Facebook. 13/06/2016.

Jornalistas, editores e especialistas no Oriente Médio, que propagandeiam o mito do apartheid, ou que desvirtuam e propositalmente omitem informações sobre Israel, principalmente em questões de ataques terroristas, deveriam sentir-se constrangidos por difundir uma imagem completamente equivocada, parcial, intolerante e preconceituosa de Israel.

Nunca se esqueça: aqui, todos que vierem em paz, serão bem-vindos.

About the Author
Fazendo frente ao mundo de desinformações que assolam editoriais e movem teclados contra Israel. Daniel é mestre em Economia Financeira, Professor e Pesquisador Assistente na Faculdade IDC Herzliya. Siga-me no Facebook.
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